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Pronunciamentos

O Sr. Neivo Beraldin: Senhor Presidente Nelson Justus, Senhores Deputados: ouvindo aqui o pronunciamento do deputado Rafael Greca, me animei a ocupar a tribuna para dizer que na legislatura passada, fiz aqui nessa casa um seminário Nacional sobre o Sistema de Transporte de Passageiros usando trilhos de trem. É público e notório que Curitiba precisa tirar os trilhos que incomodam a população porque em cima desses trilhos hoje, temos o transporte de cargas. E o transporte de cargas é barulhento, que incomoda a população. Mas, também é publico e notório, usando o depoimento feito aqui nessa casa, que pode ser revisto a qualquer momento por São Paulo, Porto Alegre, Minas Gerais, Brasília, Rio de Janeiro e o mundo inteiro, utiliza os trilhos de trem para meio de transporte de passageiros.

Sabemos que esse meio de transporte de passageiros é um transporte que usa pneu de borracha, silencioso, transporte com hora marcada de saída e de chegada. Você pode viajar em qualquer lugar do mundo, na Suíça, na Europa, na China, na Índia, é o transporte que se usa. O que é esse problema, é o forte poderio econômico que detém as empresas de ônibus, seja de Curitiba, seja do interior do Paraná, seja esse monopólio que existe já vencido, as concessões. São 732 concessões vencidas no estado do Paraná e o governo do estado passa e não faz licitação. Se não faz lá no interior, intermunicipal, se a passagem Curitiba-Londrina hoje é um absurdo, se a população de Curitiba anda hoje como sardinha em lata, as filas aumentam cada vez mais, há constrangimento das mulheres pela situação que vivem, por conta da superlotação de ônibus! Há o sofrimento dos trabalhadores que saem de suas casas na região metropolitana e trabalham em Curitiba e para isso precisam de 2, 3 horas por dia. A população está estressada por causa disso!

Sr. Rafael Greca: Neivo, e há 576 acidentes em um ano e meio sendo que houve já três mortes! Uma única morte bastava, mas já ouve três e 576 acidentes em um ano e meio, segundo publica a Gazeta do Povo.
Sr. Neivo Beraldin: Pois é, boa contribuição do Dep. Rafael Greca.

Portanto baseado nesse estudo nacional: - São Paulo aqui no seminário: O que seria de São Paulo sem o transporte de trem? Porto Alegre também: O que seria de Porto Alegre se não tivéssemos a conjunção do transporte ferroviário com o rodoviário? Recife falou a mesma coisa, está ai nos Anais as Casa!

Então eu insisto neste tema: simplesmente pensarmos o seguinte: sairmos de Curitiba pegando aqui o Tatuquara pegamos a Colônia Órleans chegando a Campo Largo; pegando Curitiba seguindo Almirante Tamandaré a Rio Branco do Sul, ou saindo de Curitiba indo para Pinhais, Piraquara. Veja Deputado Rafael Greca, hoje as pessoas vão por esta linha de trem para o litoral, tem até suíte e restaurante. Agora não pode para em Pinhais, em Piraquara para a população venha para Curitiba? O que isso dificulta? Se nós temos 11 metros e 40, não precisa desapropriar nenhum metro quadrado! Logo vamos verificar que há um reforço de leito e podemos colocar por que cabe, mais duas linhas de trem, uma que vai e outra que vem, cerca de paisagismo e ciclovia.

Sr. Rafael Greca: Temos uma fábrica de material ferroviário chamada Eletrofan, na cidade de Araucária que ganhou a licitação para a Ferroeste superando em preço todas as empresas internacionais que se apresentaram. Então era possível, usando a mesma estrutura de trilhos que há hoje das velhas ferrovias em torno de Curitiba, fazer uma estrutura de transporte ferroviário sem o menor problema. Inclusive pode-se adaptar a bitola, pode-se adaptar o carro para que haja transporte e reescalonamento de horário que as pessoas estão trabalhando e à noite e o uso do transporte se dar na hora de rush.

Sou companheiro dessa idéia que é sua e do engenheiro Airton Cornelsen, o Lolo Cornelsen, engenheiro Sênior, veterano e acho que está na hora da cidade começar a ser discutida! Qualquer discussão é bem vinda porque não podemos dormir num modelo que começou em 1966 e já está superado!

Sr. Neivo Beraldin: Me alegra receber o seu aparte porque é o aparte de um ex- prefeito de Curitiba e do engenheiro que entende do assunto.

Concedo aparte ao Deputado Jocelito Canto.
Sr. Jocelito Canto: Não entendi nada. Estou atrapalhado, primeiro vi um ex- prefeito falando que da pra fazer o que ele não fez. Por que não fez? Podia ter feito lá no passado e não fez, já que a idéia é antiga dos trens. E segundo me lembro que o ligeirinho passou até o mar, levaram os ligeirinhos no navio para mandar para o mundo. Bi articulado que bateu ai na cidade. Só para ter idéia falar dos outros é fácil. Um acidente que ocorreu, uma fatalidade virou discurso.

Sr. Neivo Beraldin: Vossa Excelência fez a intervenção política. Mas eu acho que esse assunto não é político, esse assunto é de interesse do povo, não é de partido político, não é de ex-prefeito, não é futuro prefeito, nada. É nosso. Porque vejo a população de Piraquara saindo de lá, olha o sofrimento para que chegem aqui em Curitiba, quando eles chegam ao terminal do Guadalupe para chegar a Piraquara, para chegar a Colombo, para chegar a Rio Branco do Sul, para chegar à região metropolitana é um sofrimento. E se você integrar o transporte Ferroviário com o rodoviário você vai ter uma facilidade muito grande nesse assunto. E naturalmente nós já temos pronto os trechos. É preciso apenas entender que o que queremos é oferecer uma alternativa que seja viável. E não sei por que o governo o Governo do estado não se interessa, porque a COMEC não se interessa em resolver esse assunto? Há poucos dias promovi um seminário publico onde tivemos aqui o ex Governador Emilio Gomes, onde tivemos aqui o CREA onde tivemos aqui os grande pensadores do transporte que vieram defender essa tese do transporte elétrico em cima de trilho. Por que o governo se omite? Por que o IPUC fala assim: Não sou a favor, mas não sou contra? O que amarra vocês? O que amarra essa gente?

O Sr. Rafael Greca: Me esqueci de dizer que temos a Copel com a energia sobrando a mais barata do País. Então nós poderemos ter trens e ônibus elétricos com a Copel entrando na conta financeira. Se eu não fiz a quinze anos atrás, não foi porque não era necessário. Levei o ligeirinho para toda a região metropolitana da Curitiba. Mas agora começo a dizer e a ver que é necessário. E os acidentes 576 em um ano e meio mostram que é necessário.

O Sr. Neivo Beraldin: Sabe por que a energia é a mais barata produzida pela Copel? Por que ela é produzida pelas forças das nossas águas. Temos tudo aqui.

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