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Audiência publica debate projeto de lei que restringe a venda de fogos de artifício das classes C e D somente a pessoas jurídicas

 

O comércio de fogos de artifício e pirotécnicos de grande calibre (classe C e D), foi debatido hoje (29), em audiência pública, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Paraná. De acordo com o Projeto de Lei nº 731/2009, de autoria do deputado Estadual Neivo Beraldin (PDT), esta comercialização pode ficar restrita no Paraná somente a pessoas jurídicas, ou seja, apenas poderão ser vendidos a associações, clubes, condomínios ou entidades que assumam a responsabilidade de sua queima em festividades e ocasiões especiais. O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e agora está na Comissão de Indústria, Comércio e Turismo (CICT) para análise, após seguirá para votação em plenário.

O deputado Neivo Beraldin, foi procurado pelo setor mais tradicional na venda de fogos de artifícios e pirotécnicos do Paraná, que preocupados, solicitaram uma audiência pública para discutir o projeto.


A AUDIÊNCIA

Aberta oficialmente pelo deputado Neivo Beraldin, a audiência pública foi eficientemente utilizada como ferramenta para as manifestações contrárias e as favoráveis, como foi a explanação do cirurgião plástico, professor do hospital Universitário e secretário geral da Sociedade Brasileira de Queimaduras, médico Manoel Alberto Prestes que parabenizou o parlamentar pelo projeto de lei. “O fogo de uma maneira geral, atrai o ser humano. Nossa cultura é essa, então precisamos regulamentar a comercialização. Não somos contra a venda, porém faz-se necessário urgentemente conter os vendedores ambulantes e comércios clandestinos, que vendem a menores e não respeitam as normas”, disse o médico. Que ainda falou brevemente sobre os acidentes ocasionados por queimaduras com fogos de artifício e citou um recente caso atendido por sua equipe, quando um garoto de 12 anos, quase perdeu a bolsa escrotal, pelo fato de portar pequenos explosivos (track) no bolso de sua calça. “Um explodiu, e acarretou a explosão dos demais, foi assustador os danos ocorridos com o adolescente”, relatou.

O deputado, falou que o debate foi amplo e disse que ao realizar essa audiência pública estava levantando um tema que é preciso ser debatido amplamente e levado ao conhecimento da sociedade. Salientou que apenas 28 lojas do ramo, funcionam dentro das normas exigidas por lei. “Acho inadmissível que na clandestinidade totalizem 600 comércios de fogos de artifícios. É um número absurdo, atuando fora da legislação”, comentou. O parlamentar ficou estarrecido com a constatação de que existem depósitos não adequados, úmidos e fora dos padrões normatizados por Lei. “O que percebemos é que há necessidade do aumento na fiscalização, porque não podemos assistir seres humanos sofrendo amputações de dedos, perdendo as mãos e até a vida, nos acidentes ocasionados pelo manuseio inadequado, principalmente em épocas festivas, como festas juninas, fim de ano e agora na Copa do Mundo”, evidenciou Beraldin.

 

AUTORIDADES

Compareceram na audiência pública, além do parlamentar autor do projeto de lei, Neivo Beraldin, o deputado Stephanes Junior, os representantes dos lojistas, Rogério Eleutério Silva; da Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifícios do Paraná, Rodolpho Aymoré Junior; o cirurgião plástico, professor do hospital Universitário e secretário geral da Sociedade Brasileira de Queimaduras, médico Manoel Alberto Prestes; o presidente da Federação Nacional de Pirotecnia e vice-presidente Nacional dos Importadores de Fogos, André Lanza; o representante do Sindicato das Indústrias de Fogos de Artifícios do Estado de Minas Gerais – Sindieng, Leonardo Antonio Borges; o major do Exército Brasileiro, Paulo Moisés Sezerino, o representante do secretário de Estado da Segurança Pública do Paraná, Junior Zarur e o representante do corpo de bombeiros, capitão Luiz.

 

A Lei

Conforme o projeto de lei, as pessoas apenas poderão comprar os fogos de artifício de baixo calibre, ficando proibida a venda a pessoas físicas aqueles de grande calibre, que se encaixam na classe C e D. Portanto, os comerciantes passarão a adotar um controle da venda, no qual devem estar identificadas as seguintes informações: comprador, a quantidade e a espécie de fogos de artifício.


A queima de fogo, em locais públicos, terá que ser autorizada pelos órgãos competentes. Além disso, apenas as empresas registradas no Exército Brasileiro, com Certificado de Registro (CR) para a atividade de show pirotécnico, e, ainda que tenha aprovação da autoridade competente da Defesa Civil do Paraná, poderá fazer shows pirotécnicos.


Os estabelecimentos que descumprirem a norma poderão ser multados ou até mesmo fechados em caso de reincidência. Portanto, se a medida legal for aprovada, terão um prazo de 180 dias para se adequarem às exigências da nova legislação.


Assessoria de Comunicação
C.R.Fortes