Infelizmente, temos visto
nos últimos
dias, repetidas movimentações populares
com as naturais e contundentes manifestações
das entidades organizadas de alta reputação
no Estado, pedindo o fim da corrupção. É lamentável
que a Assembleia Legislativa esteja no olho do furacão.
Acredito que é preciso compreender a gravidade
do momento que vive o Poder Legislativo. Sem acusar nem
condenar ninguém, porque isso fica a cargo da
Justiça, mas apelando para o bom senso da mesa
executiva da Casa, incluindo presidente, primeiro e segundo
secretários, que se disponham a dar satisfação à população
do Paraná, para preservar o respeito e a importância
que tem o Poder Legislativo. Que ponham a mão
na consciência e tenham a grandeza de se afastar
das posições que ocupam, mesmo que seja
temporariamente. Certamente, com isso, teria grande validade,
no sentido de preservar a instituição,
Assembleia Legislativa. Sem entrar no mérito dos
atos ocorridos, penso que é chegada a hora da
mesa executiva levar em consideração o
clamor social, afastando-se do comando da AL, para mostrar,
de forma inequívoca, o interesse em que resolver
o problema definitivamente sobre as denúncias
levantadas e que precisam ser esclarecidas.
O movimento, que até então, resumia-se
a Curitiba, está espalhando-se pelo Paraná.
Campo Mourão, Maringá, Londrina, Foz do
Iguaçu, Irati e Guarapuava também estão
se mobilizando para realizar manifestações.
E nós não podemos ficar alheios a essa
situação. É o povo, entidades e
organismos legalmente constituídos que pedem providências.
Não podemos fazer vistas grossas a essa situação.
Precisamos reagir.
Norma Corrêa
DRT - 2173/PR