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Seguindo os passos dos mestres Vargas e Brizola

Diz o escritor José Ingenieros, que: “Um País, para fortalecer sua identidade como Nação, deve manter vivo na memória do seu povo, principalmente dos jovens, o exemplo positivo de seus homens públicos mais representativos e atuantes, principalmente daqueles que não só pensaram em um ideal, mas que aplicaram todo o seu esforço para a sua realização, e não vacilaram na metade do caminho, nem traíram seu pensamento, mesmo que o objetivo final não tenha sido alcançado”. Pois bem, é nesse caminho que o PDT se alinha e alimenta um projeto histórico: “O Trabalhismo como caminho brasileiro para o Socialismo”. Como não lembrar as conquistas dos trabalhadores pelo presidente Getúlio Vargas? A  Justiça do Trabalho (1939), a instituição do salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os direitos trabalhistas como a carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas. Getúlio Vargas também investiu muito na área de infra-estrutura, criando a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945). Em 1938, criou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Criou a campanha do “Petróleo é Nosso” que resultaria na fundação da Petrobrás. 

Como não lembrar o “caudilho” Leonel Brizola e seus ideais libertadores por meio da Educação no País, que se transformou numa grande bandeira de luta do PDT? Brizola foi deputado estadual, secretário de obras do governo Ernesto Dornelles, deputado federal, prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul, governador do Rio de Janeiro. Se passado de luta lhe rendeu, em 1964, o exílio. Morou no Uruguai, Estados Unidos e Portugal, onde, em junho de 1979, promoveu encontro de trabalhistas, numa tentativa de reorganizar o PTB no Brasil e, ainda, dando origem à Carta de Lisboa, embrião do PDT. Em 1989 e 1994, Leonel Brizola se lançou candidato à Presidência da República. Em 1998, era o vice de Lula, com quem romperia definitivamente mais tarde. Em 2000, tentou a Prefeitura do Rio de Janeiro e o cargo de senador, ambas as investidas sem sucesso. Leonel Brizola morreu aos 82 anos no Rio de Janeiro. Era presidente de honra do PDT e vice-presidente da Internacional Socialista.

“ Esses dois personagens da história recente brasileira nos servem de exemplo. No caso de Getúlio Vargas, embora tenha sido um ditador e governado com medidas controladoras e populistas, ele foi um presidente que marcou pelo investimento no Brasil. Além de criar obras de infra-estrutura e desenvolver o parque industrial brasileiro, tomou medidas favoráveis aos trabalhadores. Foi na área do trabalho que deixou sua marca registrada. Sua política econômica gerou empregos no Brasil e suas medidas na área do trabalho favoreceram os trabalhadores brasileiros. Brizola, foi um líder, um ícone que corporifica a política por meio de suas idéias e da forma de colocá-las em prática. Assim como Vargas e Brizola também conduzimos a nossa vida pública nesse caminho, da seriedade, dedicação e amor ao próximo, que se traduz em ações que beneficiam as pessoas”, disse o deputado Neivo Beraldin (PDT), ao justificar o comparativo entre ele e os líderes trabalhistas. Segundo ele, ao longo da história o significado da política vem sendo construído pelas ações de homens e mulheres, que defenderam e lutaram pelo respeito às instituições estabelecidas, promovendo as naturais transformações que aprimoraram as suas estruturas.

“ Porém, como a prática está intimamente ligada ao comportamento do ser individual, em relação ao coletivo, o conceito de política para a opinião pública, é vista de acordo com as virtudes e os defeitos desses homens e mulheres que a exercem. Mas, acredito que o bem sempre prevalece, em detrimento do mal. Por isso, assumi o compromisso com o bem público, a coerência, a idoneidade e o comportamento social que, no conjunto, formam a minha imagem pública, o que acaba sendo determinante para o julgamento das pessoas, seguindo os exemplos dos mestres Getúlio Vargas e Leonel Brizola”, completa.