SR NEIVO BERALDIN: Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados:
Quero saudar inicialmente
a presença do querido
político, vice-governador do estado, nosso grande
amigo, Orlando Pessuti. Também quero dizer, já que
não fui lembrado pelo nobre Deputado, recém
empossado, Mario Roque, que trabalhamos durante vinte e
tantos anos para o litoral e efetivamente, na pratica,
viabilizamos alguns milhões de reais que certamente
devem estar marcados na historia do litoral. Se Guaraqueçaba
hoje tem o ICMS que tem, se deve muito ao ICMS Ecologico,
assim como Morretes, assim como Guaratuba, assim como Paranaguá,
assim como Antonina.
Mas, venho a tribuna, estamos
no inicio de um trabalho para sediar a Copa do Mundo.
Mas, temos, alem disso, um
problema crônico em Curitiba e na Região Metropolitana
que se trata da questão do transporte coletivo urbano.
Estamos presenciando a grande dificuldade do transito.
E efetivamente a população não tem
visto uma saída pratica para que possa ser amenizado
o sofrimento desses que andam dentro dos ônibus em
Curitiba e Região Metropolitana.
Então, vou tratar hoje de uma proposta que pode
ser uma proposta alternativa, inclusive, para o inicio
dos nossos trabalhos em relação a infra-estrutura
para a Copa do Mundo.
Então, o arquiteto francês Alfred Agache
foi o autor do primeiro Plano Diretor de Curitiba. Em 1943,
ele sugeriu que o terminal rodoviário fosse complementado
pelo ferroviário para evitar o congestionamento
das ruas de Curitiba.
Em 1985, o engenheiro Ayrton
Cornelsen, que era o então
superintendente da SUDESUL, convidou o arquiteto e engenheiro
Peter Paulicheck, para que fizessem um estudo da questão
dos nossos trilhos de trem, que cortam Curitiba e Região
Metropolitana. Foi constatado que temos um sistema, aqui,
que é muito parecido com o sistema oval de Edimburgo,
na Inglaterra. Se considerarmos que a linha do trem sai
do Centro, vai para Piraquara, Pinhais, Tamandaré e
todo o cerco da Região Metropolitana, teríamos
a possibilidade de termos um outro sistema, o Sistema Expresso
Metropolitano semelhante ao utilizado na Inglaterra. Um
esquema radial que não interfere no transito da
cidade de Curitiba, como planejava o Alfred Agache, em
1943, que apenas direciona o transporte de massa, para
o Terminal Central de Curitiba, Aqui, Curitiba volta aos
trilhos. O metro de superfície seria o que mais
se adequaria em Curitiba. A nossa cidade tem a seguinte
possibilidade desse sistema se viabilizar: Utilizando Araucária,
Fazenda Rio Grande, São Jose dos Pinhais até Curitiba,
da 38 km, onde em torno de um milhão de pessoas
poderiam utilizar esse meio de transporte. Se observarmos
que Piraquara, Pinhais e Curitiba, dá 38 km e Curitiba,
Cachoeira, Almirante Tamandaré, 26 km, podendo chegar
até Rio Branco do Sul. O sistema é muito
simples, segundo o projeto. Aqui temos cargas.
Hoje tem um trem que carrega
mercadorias, movido a carvão,
barulhento, que esta prejudicando a população
da nossa cidade. Caberiam mais 2 linhas de trem de passageiros,
uma que vai e outra que vem. Temos um espaço absolutamente
suficiente para chegarmos ao nosso objetivo, que é estabelecer
o trem elétrico metropolitano. Temos espaço
de 11 metros e 40 para que pudéssemos ter 3 linhas
de trem, mais paisagismo, ciclovia, mais 9 metros, sem
ter que desapropriar nenhum metro quadrado. O que seria
necessário para por em pratica esse trem? Reforço
da malha existente; construção de 2 linhas
paralelas; eletrificação de 102 km; colocar
o linhão da Copel; adaptação e modernização
do Terminal Central de Curitiba; reforma e adaptação
das subestações já existentes; construção
de 28 terminais, junto às avenidas conectoras, construção
de 8 passagens de nível; instalação
de 8 cancelas eletrônicas; vedação
de toda a linha com alambrados, paisagismo, iluminação,
ciclovias e tal.
Então, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados,
seria mais ou menos assim como tem em Paris, em São
Paulo, em Belo Horizonte, em Porto Alegre, Recife, como
tem no mundo inteiro e nas grandes cidades, de grande movimento
de veículos, tem o trem elétrico que sai
e que anda no meio da cidade em cima do trilhos e nos aqui
temos toda esta riqueza disponível e o Governos
do Estado ou a Prefeitura de Curitiba ou o Governo Federal
poderia perfeitamente utilizar-se desde que fizessem apenas
uma solicitação ao Ministério dos
Transportes para que estas linhas fossem utilizadas, porque
a concessão que a ALL tem é apenas para transporte
de carga.
Agora, eu sei que esse é um assunto que envolve
muito interesse econômico e certamente aqueles que
exploram as linhas de ônibus teriam dificuldade de
aceitar em primeiro lance essa questão. Mas por
que não dar uma concessão para que as linhas
que operam de ônibus também possam operar,
através de uma concorrência publica, as linhas
de trem?
Principais vantagens – baixo custo de implantação,
dispensa de desapropriações, execução
rápida, atendimento direto a diversos municípios,
não poluente, silencioso, porque usa pneu de borracha,
não apresenta risco ambiental, segurança,
confiabilidade, manutenção barata, mão-de-obra
especializada local.
E os trens, evidentemente,
poderiam ser adquiridos nos países europeus, como fez Mario Covas, enquanto
Governador de São Paulo importou os trens da Europa,
porque lá eles tem um limite de uso, e que uma simples
reforma ele pode se adaptar no nosso sistema de transporte
de passageiros da Região Metropolitana de Curitiba,
certamente com menos veículos transitando dentro
das nossas rodovias, das nossas cidades, certamente teríamos
um desafogamento do trânsito do Anel Central de Curitiba,
e teríamos viabilizado, então, um sistema
justo para a população mais pobre que precisa
do transporte coletivo.
Agora, vejam os senhores,
se nós formos aqui, nós
temos, Deputado Scanavaca, temos aqui uma linha de trem
que sai de Curitiba e vai parar em Antonina, certo? Esta
linha tem até suíte. Você vai lá,
compra a passagem, viaja, passa por Pinhais, Piraquara,
Antonina, Paranaguá. Isso pode? Agora não
pode trazer aquele que precisa de ônibus diariamente – como
que ele pode sair de Piraquara, entrar no ônibus,
ficar 3 horas para chegar em Curitiba, sendo que tem uma
linha de trem que esta disponível e que ele pode
sair de lá as 10 horas e 10 e 5 estar em Curitiba,
com a passagem menos da metade do custo, pois é movido
a energia elétrica?
Então, esse sistema,
segundo o projeto, ele se auto paga em 2 anos, cobrando
em torno de 80 centavos a
passagem.
Então por que não esquecermos só as
linhas, deixando de lado só as linha de trem que
já existem, onde tem o linhão da Copel que
sai do Tatuquara e vai parar lá na Colônia
Orleans, por que não embaixo do linhão da
Copel um trilho de trem para que o trem possa levar as
pessoas de forma, como já disse, mais rápida,
com hora marcada de saída e chegada, em cada conectora
terá sua estação de trem e sua estação
de ônibus?
Isto não é discurso. Isso é projeto
elaborado por engenheiros do mundo inteiro. Como já disse,
esse projeto foi pago. E foi constatado que Curitiba e
Região Metropolitana têm o melhor sistema
do mundo para se utilizar o trem elétrico.
E vou mais longe, por que
Londrina as pessoas tem que ir a Maringá de carro ou de ônibus? Porque
não interliga de trem, que está lá no
chão, disponível. Por que não se estabelece
um trem para que as pessoas tenham menos acidentes? Por
que não utilizarmos essa riqueza, esse instrumento
maravilhoso que esta disponível à população
mais carente que é aquela que usa o sistema de transporte
coletivo.
Então, senhoras e senhores deputados, pretendo
também discutir esse assunto, como membro da comissão
da Copa do Mundo, discutir também com o IPUC, com
o Governo do Estado, enfim fazer com que esse debate seja
aflorado, seja mais bem colocado em termos de abertura
mais ampla, que não se pode ser feito agora neste
momento, da tribuna da Assembleia. Mas, há todo
um projeto de viabilidade técnica, há todo
um projeto de engenharia a disposição que
podemos discutir esse assunto. Não quero dizer que
esse assunto seja acatado prontamente. Mas, posso dizer
que se fizermos uma parceria, municípios / estado
e se for dada uma concessão para as empresas que
exploram o transporte coletivo, para que congregue esse
transporte ferroviário, certamente as duas partes
sairiam ganhando. Certamente, um interessado sairia ganhando,
que é o povo mais humilde que usa o transporte coletivo
de Curitiba e da Região Metropolitana. Muito Obrigado
Senhor Presidente, Senhores Deputados.
Senhora Presidente, deputada Cida Borguetti, Senhora Rosane,
2ª Secretaria; pastor Edson Praczyk, ocupa a 1ª Secretaria,
Senhoras e Senhores Deputados.
Esta é a semana que se fala muito em meio ambiente,
e não poderia ser diferente porque nós estamos
vivendo a semana do meio ambiente no mundo inteiro. E falar
do meio ambiente é falar da vida, é falar
do ar que respiramos, da água que bebemos e naturalmente
da qualidade de vida da humanidade da terra, do presente
e das gerações futuras. Mas eu hoje vou aproveitar
essa oportunidade para colocar assuntos da Lei do ICMS
Ecológico que há dezessete anos atrás
idealizei, e como pioneiro no Brasil foi copiado por 14
Estados brasileiros, e segundo o IBGE é a lei que
mais investe em meio ambiente neste País. Então
a Assembleia Legislativa, o conjunto da Casa, em 91 aprovou
essa lei. Essa lei, ela visa, na pratica, repassar recursos
como uma compensação financeira aos municípios
que tem área de preservação ambiental, áreas
criadas por lei federal, lei estadual ou lei municipal.
Muito bem, esses municípios ecológicos que
o Paraná possuía em 1992 quando a lei começou
a vigorar eram 52 municípios, hoje são 240
municípios. Seiscentas áreas verdes foram
criadas na busca desses recursos. E eu me lembro bem da
preocupação da época eram com os nossos
mananciais que abastecem a nossa Curitiba e a Região
Metropolitana. Veja, se talvez não tivéssemos
essa lei do ICMS Ecológico de repente nos poderíamos
estar captando água lá do Rio Capivari, naturalmente
custando mais caro para a população que consome
a água. Se nós tivéssemos feito essa
lei repassando, por exemplo, em torno de 200 milhos de
reais ao Município de Piraquara no curso desse tempo,
que recebe em torno de trinta, quarenta mil reais por dia
como compensação financeira que pode investir
esse dinheiro na saúde, na educação,
na coleta de lixo, na construção de creches,
enfim, levando uma compensação a esses municípios
que tem a responsabilidade de cuidar do nosso meio ambiente.
Mas eu vou ditar aqui alguns valores de alguns municípios
para ilustrar esse nosso pronunciamento. Então vejamos,
o município de Adrianópolis e ano passado,
2008, recebeu nas suas contas um milhão e quatrocentos
mil reais para preservar o meio ambiente e ter essa compensação.
Almirante Tamandaré – um milhão e trezentos
mil reais, no ano passado. Município de Vila Alta – dos
3 milhões e 500 mil reais que recebe de icms, 2
milhões e 300 mil são oriundos da lei do
ICMS Ecológico. A grande indagação
que faço é: será que os vereadores,
a população local, os estudantes estão
sabendo que esses recursos vão para seu município?
Será que Porto Rico sabe que recebe um dinheiro
expressivo e estão compartilhando isso com a comunidade?
Será que estão investindo naquilo que favorece
a população mais carente? Será que
não poderiam destinar parte desses recursos para
repassar aos agricultores para que preservem as cabeceiras
dos rios, as nossas nascentes com plantio de mata ciliar?
Vamos em frente: Autonia
recebeu 1 milhão e 510
mil reais em 2008; Antonina recebeu 1 milhão 815
mil reais em 2008; Arapongas recebeu 2 milhões de
reais em 2008; Cambe recebeu 3 milhões de reais
em 2008; Campina Grande do Sul recebeu 6 milhões
de icms, dos quais 1,5 é do icms ecológico;
Campo Largo recebeu 2 milhões e 42 mil reais; Campo
Magro dos 6 milhões e 800 mil reais que recebeu
em 2008, do total do icms, pasmem, 4 milhões e 200
são do icms ecológico. Imaginem Campo Magro
sem ICMS Ecológico? É uma renda extraordinária
que cai na conta desses municípios ecológicos,
proporcionando um equilíbrio, compatibilizando o
crescimento econômico com a preservação
ambiental. Vou em frente, Carambeí recebeu 2 milhões
e 800 mil reais em 2008; Castro 2 milhões e 844
mil reais em 2008; Céu Azul 2 milhões e 600
mil reais; Colombo recebeu 2 milhões e 300 mil em
2008. Será que a população esta sabendo
de tudo isso? Será que os vereadores sabem que,
como deputado estadual, como Poder Legislativo, não
poderíamos carimbar esses recursos para que pudessem
serem usados nisso ou naquilo, porque esta garantido na
constituição a autonomia municipal. Agora,
podem os vereadores, o prefeito destinar como bem entender
esses recursos. Fernandes Pinheiro recebeu 1 milhão
e 400 mil reais; Foz do Iguaçu 1 milhão e
559 mil reais; Guaraqueçaba no total recebeu, no
ano passado, 4 milhões e 300 mil reais de icms,
dos quais 3 milhões e 5 mil reais são de
icms ecológico. Olhem a importância que tem
para o litoral do Paraná, para o Vale da Ribeira
e Região Metropolitana o ICMS Ecológico.
Mariópolis recebeu 1 milhão 241 mil reais,
mais de 50% que recebe o município. Matêlandia
1 milhão 910 mil reais; Morretes 1 milhão
182 mil reais; Paranaguá 1 milhão 382 mil
reais; Pinhais 2 milhões 396 mil reais. Bem, esses
dados são oficiais da secretaria da Fazenda do Estado
do Paraná. O município de Quatro Barras,
que tenho a honra de representar, o nosso grande Prefeito
Loreno, 2 milhões 200 mil reais, representando uma
importância bastante significativa da receita do
ICMS.
Rolândia 1 milhão 930 mil reais; Santa Terezinha
do Itaipu 1 milhão 994 mil reais; São Jorge
do Patrocínio 3 milhões 146 mil reais, São
Jose dos Pinhais, do nosso querido Chico Bier, 3 milhões
400 mil reais a fundo perdido, 3 milhões 400 mil
reais, significa 350 mil reais que cai na conta da prefeitura
todos os meses. Isso vem acontecendo a 17 anos. Isso que
era mais porque, antes que houvesse o desvio do Rio Pequeno
para a construção da fabrica da Renault,
o município recebia o dobro do que esta recebendo.
Estaria recebendo, no caso, perto de 7 milhões.
Esta recebendo 3 milhões 400 mil reais o município
de São Jose dos Pinhais. Serranópolis do
Iguaçu 2 milhões 132 mil reais; Turvo, na
região central do Paraná, 1 milhão
51 mil reais.
Agora, eu citei alguns
municípios. Eu não
citei os 240 municípios. Então, o Paraná é um
exemplo para o país em termos de preservação
ambiental, porque destina 5% dos 25% que pertencem aos
municípios para quem preserva o meio ambiente. Quem
preserva o meio ambiente recebe compensação
financeira. O que nós devemos, agora, é discutir,
mais uma vez, com os deputados se devemos continuar contemplando
as áreas de preservação federal, se
devemos incentivar para que os municípios criem
seus fundos de participação municipal, para
que eles possam contemplar as cabeceiras de rio. Muito
Obrigado, Senhora Presidente!
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