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De hoje, 1º, até o dia 7
de junho, o mundo comemora a Semana do Meio Ambiente.
A data, extremamente importante para a conservação
da natureza, deve ser repetida nos 365 dias do ano, uma
vez que a preocupação com a conservação
do meio ambiente deve ser diária, em razão
das atividades humanas que, dia-a-dia têm provocado
sérios problemas de degradação ambiental.
Sabe-se hoje que essas ações danosas chegaram
ao ponto de comprometer a sobrevivência da raça
humana e, caso não sejam tomadas medidas urgentes,
os recursos naturais, as condições de vida
e, consequentemente, toda a vida futura no Planeta estará seriamente
comprometida. O assunto não é novo e a
história é pródiga em revelar o
cuidado com o meio ambiente. Os livros sagrados já manifestavam
interesse da preservação da natureza. Praticamente
todos eles – os Vedas, a Bíblia e o Corão –,
trazem escritos sobre o amor à natureza e o desejo
de que ela seja preservada ou utilizada racionalmente
pelo homem, citando a vida das plantas, dos animais silvestres
e do homem, como elementos integrantes do meio ambiente.
São muitos os textos, alguns deles, escritos há quase
2.500 anos, na Índia cujos relatos mencionam a
preocupação acentuada com a conservação
da natureza e vários são os líderes
espirituais, entre eles Shiddarta Gautama, o Buda. Um
estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), mostra uma curiosidade: São
Francisco de Assis, tanto tempo depois dos escritos sagrados,
abraçaria os mesmos princípios, certamente
sem conhecimento das crenças e filosofias pregadas
pelos homens daquelas longínquas paragens.
Princípios religiosos
Além dos princípios religiosos, os homens
santos veneravam o ar, a água, a terra (alimento)
e o fogo (energia), todos considerados como partes integrantes
do Cosmos e sem os quais não teríamos condições
de vida. Procuravam demonstrar a interrelação
de todos os seres vivos e dos elementos abióticos
que os cerca. Isso identifica a disciplina que hoje estudamos
nas universidades, batizada pomposamente com o nome de
Ecologia. Muitos anos depois, em 1854, em resposta
a uma proposta do presidente dos Estados Unidos, Ulysses
Grant, de comprar grande parte das terras de uma nação
indígena, oferecendo, em troca, a concessão
de outra “reserva” têm-se a resposta
do Chefe Seatle, aquele que tem sido considerado, ao
longo dos anos, como um dos mais belos e profundos pronunciamentos
já feitos a respeito da defesa do meio-ambiente.
Naquele pronunciamento, o chefe indígena faz um
alerta contra a exploração predatória
feita pelo homem branco, ao provocar desflorestamentos,
a poluição da água, do solo do ar
e ao dizimar populações animais, inclusive
a do bisão americano, que quase foi levada à extinção
pela caça indiscriminada. Profetizava as conseqüências
negativas desta degradação provocada pelo
homem branco. “O que ocorrer com a Terra recairá sobre
os filhos da Terra. Há uma ligação
em tudo”, dizia o Chefe Seatle. Vale ressaltar
que a visão “profética” do
grande Chefe Indígena, acabou se confirmando com
precisão surpreendente, mostrando que graças às
atividades do homem moderno está acontecendo,
hoje, um processo de intensa degradação
do meio ambiente.
Silent Spring
Em 1962, uma nova obra causou grande impacto no meio
científico e social. O livro Silent Spring (Primavera
Silenciosa), escrito por Rachel Carson, nos Estados Unidos,
foi o primeiro grito de alerta contra o uso indiscriminado
de pesticidas e que teve repercussão mundial,
contribuindo para que práticas conservacionistas,
como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) passasse a ser
usado. Nesse processo de evolução das idéias
e de comportamentos, surgiu, então, a Declaração
sobre o Ambiente Humano, estabelecida na Conferência
de Estocolmo em 1972, com o objetivo de servir de inspiração
e orientação à humanidade para a
preservação e melhoria do ambiente humano.
Vinte anos depois, a ideia foi seguida pela Conferência
do Rio de Janeiro, a Rio 92 e, mais recentemente, pela
de Joanesburgo na África do Sul, a Rio +10. Digo
tudo isso para mostrar que houve uma grande evolução
da sociedade, especialmente na forma de encarar os processos
de desenvolvimento. Porém, infelizmente, as mudanças
estão acontecendo num ritmo mais lento do que
seria o desejável, para que não houvesse
o comprometimento dos nossos recursos naturais. Consideramos
que, hoje, o chamado desenvolvimento sustentável é o único
capaz de oferecer as condições necessárias
para preservação dos recursos naturais
e as condições de vida saudável
para as gerações futuras. A educação
ambiental é a chave para atingirmos esse patamar
de conscientização da necessidade de mudança
dos padrões de comportamento do ser humano, na
esperança de que possamos evitar a total destruição
da natureza.
Declarações para
tomar conta da Terra
É
interessante destacar que, é nessa data (Dia Internacional
do Meio Ambiente), que os chefes de estado, secretários
e ministros do meio ambiente fazem declarações
e se comprometem a tomar conta da Terra. Mas, podemos,
cada um de nós, fazer a nossa parte para a preservação
das condições mínimas de vida na
Terra, hoje e no futuro. Podemos investir mais no compromisso
de aprender a consumir menos, e que precisamos economizar
os recursos naturais. Nesse sentido, é bom lembrar
que o Brasil é reconhecido mundialmente como um
dos nove países-chave para a sustentabilidade
do Planeta. Já somos considerados uma superpotência
ambiental!
ICMS Ecológico
Da minha parte, enquanto deputado, é de minha
autoria, a Lei do ICMS Ecológico, que cumpre dois
princípios fundamentais da sobrevivência:
conservação da natureza e aumento de recursos
para os municípios que se ocupam em manter o meio
ambiente sadio. Esta lei foi criada há 18 anos
e, deste então, já repassou mais de R$
2 bilhões a 231 municípios paranaenses.
Pioneira no Brasil, a Lei do ICMS Ecológico prevê a
distribuição de 5%, dos 25% do ICMS destinado
aos municípios, para as cidades que têm áreas
de preservação ambiental, estabelecidas
por lei federal, estadual ou municipal. Antes de a lei
existir, o valor que cada município recebia de
ICMS Ecológico era proporcional a uma série
de critérios como: importância industrial,
número de habitantes e extensão territorial.
Com o ICMS Ecológico, o fator ambiental também
passou a ser considerado. Assim, as cidades que mais
protegem o meio ambiente mais recebem repasses. Nesses
18 anos foram criadas 600 novas áreas verdes no
nosso Estado, o que, de acordo com a Secretaria Estadual
do Meio Ambiente, representa aumento de 160% das áreas
ecológicas.
Mudança da realidade
A Lei também mudou para melhor a realidade econômica
das cidades. Guaraqueçaba, por exemplo, recebeu,
em 2008, cerca de R$ 4,3 milhões de ICMS. Desse
total, R$ 3,1 milhões foram graças a Lei
do ICMS Ecológico. Com esse dinheiro poderiam
ser construídas 200 casas populares. Se a lei
não existisse Guaraqueçaba teria recebido
apenas R$ 1,2 milhões referentes ao ICMS. Piraquara é outro
exemplo. No ano passado, a cidade recebeu mais de R$
16 milhões, dos quais R$ 10 milhões vieram
da lei do ICMS Ecológico, ou cerca de R$ 40 mil
por dia. Graças à Lei, o município
tem quase três vezes mais recursos para investir
em obras de infraestrutura, construção
de creches, casas populares, etc. Dinheiro suficiente
para comprar 20 ambulâncias, Zero km por mês,
ou construir asfaltos, casas populares. Com tantas vantagens,
a Lei ganhou destaque nacional e passou a ser usada também
por outros estados do Brasil. Atualmente, 14 unidades
da Federação são beneficiadas pela
Lei do ICMS Ecológico. A importância da
Lei foi igualmente reconhecida, em 1997, quando o Instituto
Henry Ford concedeu um prêmio pela inovação
na preservação do meio ambiente. Além
disso, o IBGE atestou que o ICMS Ecológico é a
principal fonte de recursos ambientais dos municípios.
Assessoria de Comunicação
Dep. Neivo Beraldin.
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